GRÁFICOS CONQUISTAM GARANTIAS NOS DIREITOS, MELHORIAS DA RENDA NA 2° RODADA DE NEGOCIAÇÃO E SEGUIRÃO NA LUTA POR GANHO REAL
Nesta quinta-feira (24), trabalhadores e patrões gráficos, representados pelos seus sindicatos, deram mais um passo em direção à negociação do reajuste salarial e garantia dos direitos coletivos com melhorias. Na sede do Sindigraf-SP, na capital paulista, a Comissão Negocial da Federação Estadual Obreira (Ftigesp), com atuação unificada entre os STIGs e liderada pelo gráfico Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, conseguiu consolidar junto ao patronal todos os 86 direitos covencionados acima da CLT por mais um ano, inclusive a data-base (1° setembro). Avançou, também, quanto ao reajuste do salário, nos pisos, PLR e de todas as outras cláusulas econômicas. O aumento com base na inflação anual está garantido. Uma 3° rodada, por sua vez, será realizada em 13 de setembro, a fim de ainda buscar melhorias no reajuste salarial e em outros direitos para a categoria. LEIA MAIS 👇
Apesar da recomposição das perdas no salário pela inflação anual, os gráficos querem ganho real em sintonia à grande maioria das negociações das diversas categorias profissionais em todo o país, inclusive de gráficos, do Norte ao Sul do Brasil, a exemplo da categoria no Pará, Minas Gerais e em Santa Catarina. Em julho, por exemplo, das negociações já concluídas, quase 90% das categorias tiveram ganho real e 10% recuperam as perdas pelo INPC. São Paulo é o estado mais rico, populoso e mais desenvolvido economicamente, não sendo diferente no setor gráfico. Logo, os trabalhadores paulistas desse ramo também merecem ganho real e isso é possível”, destacou Leandro junto com os presidentes dos demais STIGs durante a negociação.
A cesta básica também pode passar por mudanças para reduzir o déficit do valor desse direito quando é pago através de vale-alimentação pelas empresas, pois muitas vezes estão defasados diante da inflação. O patronal, embora se recusou a reduzir pela metade (de 20% para 10%) o desconto salarial pela cesta básica, vai estudar a proposta da Ftigesp para fixar o valor do vale-alimentação em R$ 200 mensal pelos próximos 12 meses. Será dada a resposta na próxima negociação.
As pautas das mulheres trabalhadoras também se mantém em discussão. Há, portanto, boa esperança de se ampliar o período do auxílio-creche (até 48 meses) e a licença remunerada do trabalho para acompanhar ao médico os filhos, não só os de até 14 anos, mas os até 18 anos. A Comissão da Ftigesp, que avalia como positivo os resultados até o momento, seguirá em defesa de cada pauta aberta, sobretudo diante da unidade dos STIGs e dessa respectiva correlação de força nesta campanha salarial, mas também diante do cenário político e econômico para a justa luta da categoria pelo ganho real merecido, ainda mais após os anos de parcelamento do reajuste salarial.z
Deixe um comentário